Como elaborar um Demonstrativo de Resultado para a sua empresa.


Olá, Meu nome é Marcelo Camargo, sou contador, economista e fundador da 6ix Gestão Financeira.

Vamos falar um pouco sobre uma demonstração financeira que pode te ajudar à ter uma imagem da situação financeira da empresa, mais especificamente em relação à performance do resultado: O DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício).

Primeiramente vamos definir o que é o DRE: É o Demonstrativo que apresenta todas as receitas que a empresa obteve, excluindo-se todas as despesas dentro do mesmo período, chegando-se ao resultado, que pode ser um lucro ou prejuízo.

Perceba que a definição é muito parecida com a de Fluxo de Caixa, o que pode confundir o empreendedor, mas tem uma diferença bastante importante: No Fluxo de caixa entram as receitas e despesas por regime de caixa e no DRE, essas informações entram por regime de competência.

Você sabe a diferença entre o regime de competência e o regime de caixa? Bom, isso também é muito importante para que você consiga diferenciar o resultado econômico do negócio do fluxo de caixa gerado. Veja, que não é a mesma coisa: Um negócio pode ter, num mesmo momento, um fluxo de caixa positivo com resultados econômicos negativos e vice e versa, dependendo de como o administrador está conduzindo o negócio.

Então vejamos:

Regime de Competência: Registrar as receitas e despesas pela data em que esta foi reconhecida ou adquirida. Por exemplo: Uma conta de energia gerada durante o mês de outubro, com vencimento em 25/11, deve ser registrada, pelo regime de competência, em outubro.

Regime de Caixa: Registrar as receitas e despesas pela data de seu pagamento. No mesmo exemplo, a conta de energia de outubro com vencimento em 25/11 deve ser registrada em novembro se estivermos fazendo um relatório por esse regime.

Ficou claro?

Bom, então vamos continuar. O DRE é sempre elaborado pelo regime de competência, pois estamos interessados em saber o resultado econômico da operação naquele período e não o fluxo de caixa gerado. Isso porque, a empresa pode vender e comprar a prazo, gerando um fluxo de caixa futuro, mas o que realmente estamos interessados em enxergar, no DRE, é se realmente houve um lucro ou prejuízo.

Abaixo uma tabela de exemplo para servir de modelo para a demonstração, em seguida vou explicar cada linha do demonstrativo:

Receita Bruta: É o valor total das vendas de mercadorias ou dos serviços prestados pelo regime de competência, como já falamos anteriormente, ou seja, deve-se considerar o que foi vendido e não o que foi recebido no período. Para facilitar, recomendamos lançar pelo livro de saídas que seu contador registra todos os meses, pois é somatória de todas as notas fiscais emitidas;

(-) Deduções: São os impostos ligados diretamente às vendas, como o ICMS, Pis, Cofins ou o ISS, caso seja uma empresa prestadora de serviços. Aqui também você pode conseguir a informação com seu contador, pois ele apura esses impostos mensalmente;

(=) Receita líquida: Trata-se do resultado da subtração do valor da receita bruta pelas deduções.

(-) Custos: Os custos são os gastos que estão diretamente ligados à operação do negócio. Por exemplo, se estamos falando de uma empresa comercial, trata-se do valor pago pelas mercadorias que foram vendidas. Se for uma empresa industrial, tudo o que foi gasto para produzir os produtos vendidos ou todo o gasto para prestar o serviço, se for uma empresa prestadora de serviços. Por se tratar de um volume alto de gastos nessa rubrica, é muito importante ter muito controle sobre ela, como elaboração de planilhas de custo, uso de sistemas de gestão, etc.;

(=) Lucro Bruto: Após deduzir todos os impostos e os custos da receita bruta, chegamos ao conceito de Lucro Bruto, que é o que sobra antes de pagar as despesas gerais;

(-) Despesas: As despesas gerais são os gastos que não estão diretamente ligadas à operação, por exemplo, o valor pago ao contador, energia elétrica, aluguel, etc. que foram usados na sede administrativa do negócio;

(=) Lucro Antes do IRPJ e CSLL: O que resta após deduzir os impostos, os custos e as despesas;

(-) IRPJ e CSLL: O IRPJ e CSLL, apesar de serem impostos, não tem no faturamento sua base de cálculo e sim o lucro obtido. Por isso não classificamos esses impostos como deduções e sim nessa linha. Essa separação é importante para ter o entendimento do impacto do aumento ou redução da receita de do lucro sobre a tributação. Claro que nem sempre isso é possível, pois as regras tributárias brasileiras são extremamente complexas e essa relação as vezes não é direta;

(=) Lucro Líquido do Exercício: É o que o seu negócio gerou de resultado naquele período, que poderá ser reinvestido, ou remunerar seu investimento no negócio, conforme se torne dinheiro em caixa. Um negócio próspero gera períodos constantes de resultado positivo, enquanto que negócios mal administrados geram resultados negativos constantes, impactando, em algum momento, positivamente ou negativamente, no fluxo de caixa da empresa.

Recomendo a elaboração mensal desse demonstrativo, para acompanhamento dos resultados e identificação de problemas que exijam correção de rumos. Dessa forma você conseguirá prever problemas futuros de caixa e agir antes de acontecer. Se tiver dúvidas de como fazer, fale com seu contador, pois ele tem condições técnicas para te ajudar. A 6ix Gestão Financeira tem um serviço completo, com software de gestão em nuvem e equipe treinada para fazer os lançamentos para que você tenha os demonstrativos financeiros necessários para gerir bem o seu negócio. Saiba mais em nosso site ou fale com nosso departamento comercial.

25 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo